Mundo

Guanajuato: a joia colorida do México que foi casa da seleção de Pelé na Copa de 1970

Entre lendas de amor, minas subterrâneas e memórias de uma Copa inesquecível, Guanajuato revela uma das faces mais encantadoras do México
Guanajuato: a joia colorida do México que foi casa da seleção de Pelé na Copa de 1970

Guanajuato, a 350 km da Cidade do México, é um destino colorido de ares coloniais que facilmente teria sido pintado por Alfredo Volpi. Com becos sinuosos, ruas de pedra, túneis e casarios em tons vibrantes, a cidade tem um charme que parece resistir ao tempo. Apesar de ser a capital do estado mexicano de mesmo nome, conserva a atmosfera interiorana de um lugar onde todos se conhecem.

À primeira vista, pode soar como um nome distante para muitos brasileiros, especialmente quando comparada a destinos mexicanos populares, como Cidade do México, Cancún ou Tulum. Mas a cidade reúne credenciais de sobra para entrar no roteiro de qualquer viajante: foi berço do pintor Diego Rivera, reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco, desempenhou papel importante na independência mexicana e serviu de casa para a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 1970.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Guanajuato México (@guanajuato.mex)

A cidade que virou casa da seleção de 70

Foi ali, a mais de 2 mil metros de altitude, que Pelé, Tostão, Jairzinho e Rivellino passaram as três semanas que antecederam o Mundial. Hospedados no então recém-inaugurado Hotel Parador San Javier – hoje chamado Hotel Ex-Hacienda San Xavier -, os jogadores encontraram em Guanajuato o cenário ideal para a aclimatação física e, segundo relatos da época, para fortalecer a união do grupo que conquistaria a taça Jules Rimet.

O destino foi escolhido por ter uma altitude semelhante à dos estádios onde a seleção brasileira disputaria suas partidas. Entre treinos e momentos de lazer, os brasileiros rapidamente conquistaram os moradores.

Relatos da época lembram de Pelé caminhando pelas ruas, conversando com torcedores e carregando um violão pelos corredores do hotel. Os treinamentos no Campo Nieto Piña, da Universidade de Guanajuato atraíam multidões que subiam as colinas para acompanhar os craques de perto.

Mais de cinco décadas depois, a cidade volta aos holofotes como uma das locações de Brasil 70, série da Netflix que revisita os bastidores da conquista brasileira no México. No segundo episódio, Guanajuato aparece como pano de fundo da chegada da seleção brasileira ao destino, com suas casinhas coloridas e moradores reunidos balançando cartazes de boas-vindas para recepcionar a equipe.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Bruno Mazzeo (@eumazzeo)

Na minissérie, uma das cenas que melhor revela o cotidiano de Guanajuato acontece quando Pelé escapa do hotel para treinar com o restante da equipe. Ao longo do trajeto, cartões-postais da cidade aparecem quase sem querer. Entre eles está a Basílica Colegiata de Nossa Senhora de Guanajuato, que domina a paisagem da Plaza de la Paz.

O QUE FAZER EM GUANAJUATO?

O centro histórico não é grande, mas é repleto de vielas, escadarias, praças e construções vibrantes. Grande parte da área central possui circulação reduzida de veículos, o que torna os passeios a pé mais agradáveis.

Explorar os túneis e minas

Guanajuato tem uma relação peculiar com o subsolo. Moldada pela mineração, a cidade desenvolveu uma rede de túneis que hoje faz parte do seu cotidiano.

Originalmente construídos para controlar enchentes provocadas pelos rios que cortavam a região, muitos desses túneis acabaram incorporados à malha urbana e atualmente funcionam como vias subterrâneas. Entrar por um túnel e emergir, poucos minutos depois, em uma praça colorida é uma das experiências mais curiosas da visita.

Conteúdo adaptado de Viagem e Turismo (Abril). Ver publicação original completa →
Compartilhe este artigo:

Ficou com alguma dúvida sobre este destino?

Nossa equipe de especialistas está pronta para montar um roteiro personalizado para você.

Falar no WhatsApp