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A nova medida de Trump afeta o visto de turismo?

Estados Unidos cancela processamento de vistos de imigração para o Brasil e outros 74 países por tempo indeterminado
A nova medida de Trump afeta o visto de turismo?

Matéria atualizada às 8h15 de 17/01.

O canal de televisão norte-americano Fox News noticiou nesta quarta-feira (14) que os Estados Unidos vão interromper o processamento de vistos de imigração de 75 países, incluindo o Brasil. A decisão foi confirmada pouco tempo depois por Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, que compartilhou o artigo da emissora em sua conta no X (antigo twitter).

A suspensão terá início em 21 de janeiro e valerá por tempo indeterminado, até que o Departamento de Estado faça uma reavaliação dos critérios de concessão de vistos. Ainda segundo a Fox News, o objetivo do congelamento seria restringir a entrada de estrangeiros que possam depender de serviços públicos e benefícios do governo dos Estados Unidos.

A medida, no entanto, não afeta a emissão de vistos de turismo e negócios (B1/B2), assim como os de intercâmbios (J-1) e acadêmicos (F-1), uma vez que o comunicado do Departamento de Estado fala em “immigrant visa”, ou seja, de pessoas que estão em busca de obter a residência legal e permanente nos Estados Unidos. Veja o comunicado:

The State Department will pause immigrant visa processing from 75 countries whose migrants take welfare from the American people at unacceptable rates. The freeze will remain active until the U.S. can ensure that new immigrants will not extract wealth from the American people.

— Department of State (@StateDept) January 14, 2026

O canal de televisão Fox News teria tido acesso a um memorando interno do Departamento de Estado, que orienta os consulados a recusarem vistos enquanto é feita a reavaliação.

US freezes all visa processing for 75 countries, including Somalia, Russia, Iranhttps://t.co/EAFsAcsATz

— Karoline Leavitt (@PressSec) January 14, 2026

Veja a seguir os 75 países que terão suspensos os trâmites para obter o visto de imigração: Afeganistão, Albânia, Antígua e Barbuda, Argélia, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Brasil, Bósnia, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Gana, Geórgia, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Iêmen, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mianmar (antiga Birmânia), Moldávia, Mongólia, Montenegro, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Quirguistão, República Democrática do Congo, República do Congo, Rússia, Ruanda, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Tailândia, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão.

Veja detalhes divulgados pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil:

EUA já tinham endurecido a triagem

Em novembro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já tinha orientado os consulados e embaixadas a negar vistos a solicitantes que fossem considerados mais propensos a depender de benefícios públicos. Os fatores levados em consideração incluem situação financeira, possíveis necessidades de cuidados médicos e mesmo proficiência em inglês. O objetivo é evitar estrangeiros que possam ser onerosos para o governo norte-americano. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, mais de 100 mil vistos foram revogados, um aumento de mais de 150% em comparação com 2024.

Conteúdo adaptado de Viagem e Turismo (Abril). Ver publicação original completa →
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